A Polícia Federal decidiu rejeitar a proposta de acordo de delação premiada que vinha discutindo com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Os agentes federais responsáveis pelas tratativas julgaram inconsistentes as informações fornecidas por Vorcaro, confrontando-as com as provas e indícios reunidos desde 2024, quando teve início a apuração sobre a emissão de títulos de crédito financeiros sem a devida cobertura.
Segundo fontes da Polícia Federal ouvidas pela Agência Brasil, a decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do inquérito que apura as denúncias de fraudes bilionárias ao Sistema Financeiro Nacional.
Apesar de a PF não endossar a proposta de colaboração premiada, a decisão não inviabiliza negociações futuras, caso o banqueiro apresente informações relevantes.
Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República segue avaliando a proposta apresentada por Daniel Vorcaro.
O Banco Central liquidou extrajudicialmente a instituição financeira comandada por Vorcaro em 18 de novembro do ano passado. No mesmo dia, o banqueiro foi preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Dez dias depois, Vorcaro foi posto em liberdade por força de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Ele voltou a ser detido em 4 de março deste ano, quando a PF deflagrou a terceira fase da operação. A partir de 19 de março, como parte da tentativa de fechamento de acordo de colaboração, que Vorcaro passou a ocupar sala especial da Superintendência da PF em Brasília.
Esta semana, como não houve evolução nas negociações, ele foi transferido para uma cela da superintendência. O banqueiro deve voltar para a Penitenciária Federal de Brasília, onde está sujeito a regras mais rígidas.
A palavra final sobre a validade da delação de Vorcaro será do ministro André Mendonça, a quem caberá homologar o eventual acordo de delação como banqueiro.
* Com informações da Agência Brasil


