A ministra de Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, anunciou que o governo deixará de usar o termo islamofobia em comunicações oficiais. A medida, confirmada neste 26 de maio de 2026, visa proteger a liberdade de expressão e combater a influência de ideologias políticas radicais.
Qual termo será usado no lugar de islamofobia?
O governo sueco passará a utilizar expressões que considera mais precisas, como ódio antimuçulmano. A mudança busca diferenciar o preconceito contra indivíduos muçulmanos — que continua sendo combatido — da crítica legítima a doutrinas religiosas ou sistemas políticos baseados na fé.
O que é o islamismo político mencionado pelo governo?
É quando a religião é usada como um projeto de governo para controlar a sociedade. Na Suécia, há preocupações com a influência de grupos como a Irmandade Muçulmana em escolas e bairros. O governo afirma que essas ideologias podem gerar segregação e ferir direitos conquistados, como a igualdade entre homens e mulheres.
Existe pressão internacional para manter o termo antigo?
Sim. Organismos como a ONU e a União Europeia adotaram oficialmente o conceito de islamofobia. No entanto, a Suécia pretende levar essa nova visão para o plano internacional, pressionando essas organizações a revisarem o vocabulário para evitar que críticas políticas sejam equiparadas ao ódio racial.
Quais problemas sociais motivaram essa mudança de postura?
A Suécia enfrenta desafios crescentes com bairros isolados, aumento da criminalidade de gangues e desrespeito a leis locais por grupos radicais. O governo acredita que, por muito tempo, o medo de ser rotulado como islamofóbico impediu as autoridades de reagir corretamente a esses problemas sociais e de integração.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
noticia por : Gazeta do Povo


