VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), declarou que vai até as últimas consequências na luta pela posse de uma área de aproximadamente 22 mil km² localizada na divisa entre Mato Grosso e o Pará. De acordo com o deputado, independentemente da participação do Governo do Estado na disputa, a ALMT continuará defendendo a demarcação.
Uma ação sobre o caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e, no próximo dia 10, a Procuradoria da Assembleia irá a Brasília para uma reunião.
“Independente da participação do Governo ou não a Assembleia vai até as últimas possibilidades. Nós temos dia 10 uma reunião em Brasília, a nossa Procuradoria tem sido muito eficiente”, disse o deputado.
Ainda conforme Max Russi, a causa é justa e garante atendimento à população de seis municípios paraenses que busca serviços como saúde e educação em Mato Grosso. A demarcação das terras, segundo o deputado, foi feita em 1922 por Marechal Rondon. Os municípios que estão no centro da disputa são Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
“Não é uma luta fácil. É uma luta justa, nós estamos defendendo o que de direito é de Mato Grosso, demarcado lá em 1922, nós estamos defendendo aquela população. Nós fomos procurados por aquelas pessoas que procuram a saúde, a educação, não recebem estrada”, disse.
“Nós temos condições de avançar nessa pauta. Nós queremos que a população ali seja ouvida porque, ao final de tudo, o que importa não é um palmo a mais de terra ou a menos. O que importa são as pessoas”, acrescentou.
A área é equivalente ao território do estado de Sergipe e a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), já declarou que não vai ceder nenhum palmo de terra para Mato Grosso.
À imprensa, Max Russi disse que Ghassan está pensando apenas na arrecadação e que cuida de todo o estado, menos da região que está sendo disputada.
“A governadora tá pensando na terra, na arrecadação, não cuida daquela parte do Pará. Eles cuidam do resto do estado, pegam receitas e recursos e investem em outras regiões”, apontou.
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FONTE : ReporterMT



