sexta-feira, 5, junho , 2026 02:48

Ranalli detona perdão à mãe de Henry Borel e acusa juíza de agir por ideologia feminista

DO REPÓRTERMT

O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) repudiou a decisão da Justiça de conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, morto em março de 2021. Presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal, o parlamentar afirmou que a juíza Elizabeth Machado Louro teria agido por viés ideológico, amparada por visões feministas que, segundo ele, resultaram em impunidade no caso em relação à mãe.

Infelizmente a nossa Justiça agindo com ideologia carregando bandeiras progressistas para embasar uma decisão que indignou todo o cidadão brasileiro de bem. Então fica aqui nosso repúdio, nós como presidente da comissão da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal, venho aqui mostrar nossa ojeriza a essa decisão e espero assim que seja revisto, que seja feito justiça por essa criança”, declarou em vídeo publicado no Instagram.

O crime ganhou repercussão nacional e chocou o país pela violência praticada contra Henry Borel Medeiros, de 4 anos. O caso ocorreu em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. O padrasto da criança, o ex-vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi condenado a mais de 43 anos de prisão pelo assassinato. Já Monique, que respondia por omissão, recebeu o perdão judicial. O julgamento do caso emblemático durou 11 dias e chegou ao fim apenas na madrugada de quinta-feira (4), quando as sentenças foram determinadas após decisão do Júri. 

Em outras postagens nas redes sociais, Ranalli também atribuiu a decisão à influência do feminismo sobre a magistrada. As críticas fazem referência a uma declaração da juíza durante entrevista à imprensa, na qual afirmou que a sociedade tende a responsabilizar mais a mãe da vítima do que o padrasto.

Pessoalmente acho que diante da reação da sociedade, a ré Monique, até ela corre risco. A gente vive em uma sociedade patriarcal em que a primeira culpada é sempre a mulher”, a delcaração da magistrada anos antes do julgamento, passou a reverberar novamente em virtude da nova repercussão do caso com o julgamento e absolvição de Monique. 

No caso de Monique, a acusação de homicídio por omissão foi desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Justiça entendeu que ela falhou em proteger o filho das agressões sofridas, o que resultou em uma pena de um ano e quatro meses de prisão. Como já havia cumprido esse período, a juíza concedeu o perdão judicial e determinou sua soltura.

Caso Henry Borel

Henry foi levado a um hospital da Barra da Tijuca pela mãe e pelo padrasto. O casal alegou que o menino havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama. A perícia, porém, concluiu que a criança já chegou sem vida à unidade de saúde e apresentava 23 lesões pelo corpo, incluindo hemorragia interna e laceração no fígado provocadas por agressões.

Durante as investigações, a Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou mensagens no celular de Monique. Nelas, a babá da criança relatava, em tempo real, que Jairinho agredia Henry com chutes e pancadas na cabeça dentro de um quarto fechado. A apuração concluiu que o menino era submetido a torturas pelo padrasto com o conhecimento da mãe. Os dois foram presos em abril de 2021.

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FONTE : ReporterMT