domingo, 7, junho , 2026 05:45

A morte de Henry Nowak marca o fim de uma era

O Henry Nowak da vida real era tudo que se espera de um jovem numa sociedade funcional, mas morreu brutalmente esfaqueado, com tudo filmado, o que inclui o sarcasmo demoníaco dos policiais que se divertiam enquanto o coração do adolescente dava suas últimas batidas.

Já o Henry Nowak fabricado em série da Netflix ou nos debates de paineis woke na TV é misógino, agressivo, inútil, um peso morto para a sociedade, um erro que não merece sequer atenção, compaixão, orientação ou empatia. Se alguém se dispõe a sequer entender quem são esses jovens, é chamado de “redpill” e demonizado.

Nowak era o primeiro de uma família de trabalhadores a chegar numa universidade. Um rapaz comum, querido pelos amigos, descrito como trabalhador e afável.

Na noite de 3 de dezembro de 2025, voltava sozinho para casa depois de sair com amigos. Na Belmont Road, cruzou com seu assassino, Vickrum Singh Digwa, de 23 anos.

Digwa é um sikh. O sikhismo é uma religião fundada no século 15 na Índia. Um de seus símbolos é o “kirpan”, uma faca longa que o fiel carrega como símbolo de fé. Como indiano, tem passe livre para carregar a arma no Reino Unido por ser um “artigo religioso”.

O assassinato era da ordem guerreira Nihang, que ainda ostenta um segundo punhal, grande e que pode ficar à vista, sem problemas. A comunidade sikh tem mais de 500 mil membros na terra do Rei Charles 3º.

noticia por : UOL