ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Em entrevista ao
, a terapeuta, cronista e idealizadora do Método AMA (Amor, Maturidade e Autonomia), Isolda Risso, comentou sobre a chegada dos 40 anos, que deveria ser sinônimo de plenitude, no entanto, para muitas mulheres, essa fase da vida traz à tona um misto de invisibilidade social e crises de identidade.
A terapeuta apontou como a pressão cultural, o envelhecimento e a carência afetiva moldam as dores da mulher contemporânea, e defende a arteterapia como caminho fundamental do autoconhecimento. Isolda observou a desconexão entre as conquistas profissionais das mulheres e suas realidades afetivas. Segundo a terapeuta, o sucesso na carreira não tem sido suficiente para blindar o público feminino de velhas armadilhas patriarcais.
“Observo mulheres extremamente bem-sucedidas profissionalmente, com uma vida profissional totalmente organizada, mas dependentes emocionalmente”, revela Isolda.
Para ela, a raiz do problema está em um “ranço histórico” de que a mulher só está completa se estiver acompanhada por um homem.
“A partir do momento em que ela se casa, ela se anula muitas vezes. Pelo relacionamento, pelo sentimento muitas vezes mais idealizado do que real. A carência na mulher é uma coisa que bate muito sério”, analisa.
Isolda esclarece que o problema não está em querer um relacionamento, mas sim em submeter a própria existência a isso.
“A partir do momento em que você se submete e condiciona a sua felicidade a ter alguém, aí a coisa desanda.”
Para reverter esse processo de apagamento e resgatar as mulheres que “se perderam de si”, o Método AMA propõe uma poderosa combinação: a arteterapia e o autoconhecimento.
Outro grande obstáculo enfrentado pelas mulheres maduras é a sensação de terem se tornado “transparentes” para a sociedade. Isolda compartilha que viveu esse processo na própria pele ao cruzar a barreira dos 50 anos.
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Confira entrevista na íntegra:
FONTE : ReporterMT



