A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação oficial do El Niño. O fenômeno climático natural, caracterizado pelo aquecimento anormal em 0,5°C ou mais das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, já está estabelecido e deve se intensificar significativamente entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, durante o inverno do Hemisfério Norte. A confirmação ocorre após meses de monitoramento de um aquecimento gradual na região oceânica.
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A principal preocupação dos cientistas agora se volta para o potencial de destruição e a força do evento. De acordo com o boletim da agência norte-americana, há 63% de probabilidade de que este El Niño se torne muito forte, o que o colocaria no grupo dos maiores episódios registrados desde 1950.
Embora o fenômeno ocorra ciclicamente a cada dois ou sete anos com duração média de 12 meses, especialistas alertam que seus efeitos podem ser potencializados pelo atual cenário de aquecimento global, favorecendo ondas de calor ainda mais severas, secas prolongadas e chuvas torrenciais.
No Brasil, os impactos históricos do El Niño variam drasticamente entre as regiões e exigem atenção dos setores produtivo e de Defesa Civil.
Na Região Sul, a tendência é de um aumento expressivo nos volumes de chuva, elevando consideravelmente o risco de temporais, enchentes e deslizamentos de terra.

Foto: Divulgação
Em contrapartida, as regiões Norte e parte do Nordeste devem enfrentar a redução das precipitações, o que costuma agravar os períodos de seca extrema. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, os efeitos esperados são mais irregulares, marcados por calor frequente, frentes frias desreguladas e pancadas de chuva mal distribuídas.
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Além dos impactos ambientais, a consolidação de um El Niño de forte intensidade acende o alerta para a economia global e nacional. O fenômeno tem potencial para desestabilizar a agricultura, afetar o nível dos reservatórios e a consequente geração de energia elétrica, além de pressionar a inflação com o aumento nos preços dos alimentos. Os cientistas seguem monitorando a atmosfera para avaliar se o evento evoluirá para um “super El Niño”, repetindo o rastro do último grande episódio registrado entre 2023 e 2024, que quebrou recordes históricos de temperatura no planeta.
noticia por : UOL



