sexta-feira, 19, junho , 2026 12:48

TJ nega habeas corpus e mantém prisão de réu por morte de gari em MG

Ele disse que só confessou o crime por ter sido ameaçado por policiais. O homem relatou que os agentes teriam dito que poderiam prejudicar sua esposa, que é delegada, caso não fizesse o que eles queriam. Disse também que estava andando armado por causa de ameaças de um antigo sócio, que seria envolvido com o jogo do bicho na capital mineira.

O Tribunal de Justiça determinou que o acusado vá a júri popular, mas ainda não há data para que isso ocorra. A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri 1º Sumariante de Belo Horizonte, mas cabe recurso.

A juíza manteve a acusação de homicídio triplamente qualificado. Para ela, as provas colhidas pela investigação comprovam que o empresário matou Laudemir por motivo fútil, causou perigo comum ao atirar em via pública e utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da acusação de homicídio triplamente qualificado, ele responderá por mais três crimes: ameaça contra a motorista do caminhão de lixo, tentativa de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

Na época, defesa de Renê disse ter recebido com surpresa a decisão da Justiça mineira. Em nota, os advogados Bruno Rodrigues e Thiago Minagé alegaram haver “inúmeras alegações e comprovações de irregularidades formais na condição das investigações” do caso, mas ressaltaram respeitar “a referida decisão e informamos que manusearemos o respectivo recurso para que os excessos acusatórios e as provas nulas sejam reconhecidas e retiradas dos autos”.

noticia por : UOL