De La Espriella chega às urnas com a direita unida, depois que a senadora Paloma Valencia, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, anunciou seu apoio ao advogado.
A eleição colombiana ocorre em um contexto regional marcado pelo avanço das forças conservadoras. Chile, Argentina, Costa Rica e Equador elegeram presidentes de extrema direita em suas últimas eleições, enquanto a Bolívia pôs fim a duas décadas de governos de esquerda ao eleger, no ano passado, o centro-direitista Rodrigo Paz.
No Peru, onde ainda estão sendo contados os votos da disputa de 7 de junho, a conservadora Keiko Fujimori está a caminho de conquistar a presidência após três tentativas frustradas. Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que cumpriu 16 anos de prisão por violações dos direitos humanos.
Seja quem for o vencedor, o próximo presidente da Colômbia enfrentará desafios para levar adiante suas propostas e realizar as reformas de que o país necessita, entre elas sanar as finanças públicas, reduzir a pobreza, combater a violência associada ao conflito interno e atender às necessidades da população.
Mais de 41 milhões de colombianos estão habilitados a votar. As urnas abriram às 8h, horário local, e fecharão oito horas depois. No primeiro turno, votaram pouco mais de 24 milhões de pessoas.
Cerca de 248 mil membros das Forças Armadas e da Polícia Nacional estão monitorando as eleições para prevenir possíveis ataques de grupos armados, em meio a um conflito de seis décadas que já deixou cerca de meio milhão de mortos.
noticia por : UOL



