sábado, 22, agosto , 2026 01:37

“Forças terríveis”: renúncia de Jânio Quadros faz 65 anos

Em 3 de outubro de 1960, o sucessor do presidente Juscelino Kubitschek foi escolhido por 48% dos votos. Jânio Quadros, que já havia sido prefeito e governador do estado de São Paulo, além de deputado federal pelo Paraná, assumiu o cargo em 31 de janeiro de 1961. O mandato durou menos de um ano.

Em 25 de agosto de 1961, há 65 anos, apresentou um bilhete com uma declaração lacônica e bombástica: “Nesta data e por este instrumento, deixando com o ministro da Justiça as razões do meu ato, renuncio ao mandato de presidente da República”.

A decisão aconteceu quando o vice-presidente João Goulart estava fora do país, na China, em uma missão diplomática e comercial oficial. A crise institucional que se sucedeu foi temporariamente solucionada com a Emenda Constitucional n.º 4, de 2 de setembro de 1961, que instituiu o parlamentarismo no país – o presidencialismo seria restaurado em janeiro de 1963, via plebiscito.

Mas o governo de Jango se manteve em conflito aberto com o Congresso e culminou com o exílio do presidente e a tomada de poder pelos militares em 1964. O Brasil só voltaria a eleger um presidente pelo voto popular em 1989.