O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (26) que discutirá a aprovação de alguns projetos com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Entre eles, estão o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e do que ficou conhecido como taxa das blusinhas.
As propostas têm apelo eleitoral. Lula e seu grupo político gostariam que elas fossem votadas pelo Congresso antes da votação de outubro, quando o petista tentará um novo mandato à frente do Planalto.
No caso da taxa das blusinhas, a tributação sobre pequenas compras vindas do exterior, a votação precisa ser até 8 de setembro –quando perde validade a medida provisória sobre o tema.
Lula também mencionou outros três projetos: a PEC (proposta de emenda à Constituição) que aumenta os poderes e responsabilidades da União sobre a segurança pública e o Marco Legal dos Minerais Críticos. Todos esses temas deverão aparecer ao longo da campanha de reeleição do petista.
“Hoje é um dia importante para o nosso futuro. Vou me reunir com os presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre para tratar, com a urgência que o povo brasileiro precisa, de quatro assuntos: fim da escala 6×1 e da taxa das blusinhas, PEC da Segurança Pública e Marco Legal dos Minerais Críticos”, afirmou o presidente em seu perfil no X, antigo Twitter. Eles devem almoçar juntos no Palácio da Alvorada nesta quarta.
“O Brasil está pronto para dar estes passos e para garantir mais tempo e segurança para as famílias brasileiras”, declarou na mesma postagem. A frase tem semelhança com seu slogan de campanha, “O Brasil pronto para mais”.
A pauta do governo, em especial a proposta que acaba com a escala 6×1, ficou travada por meses no Senado, enquanto Lula e Alcolumbre estavam rompidos. Nas últimas semanas, eles se reaproximaram.
No caso da taxa das blusinhas, o governo tenta reduzir um desgaste político criado por ele próprio. A tributação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 foi instituída na atual gestão. Meses antes da eleição, Lula passou a tentar acabar com a medida impopular.
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noticia por : UOL



