Flávio Bolsonaro é investigado por causa do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, desde julho.

A autorização foi dada pelo ministro André Mendonça após pedido da Polícia Federal.
A confirmação da investigação veio após o levantamento de sigilo dos processos relacionados ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
A ação foi tomada após pedido do presidente do STF, Edson Fachin, nessa quinta-feira.
A investigação em si segue sigilosa, só essa autorização que foi tornada pública.
No despacho que autorizou a apuração, a Polícia Federal pediu uma petição em paralelo, mas ligada ao inquérito 5026.
O objetivo é apurar a possível prática de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos que teriam sido praticados, em tese, pelo senador da República Flávio Bolsonaro no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.
Em maio, o site The Intercept publicou reportagem com áudios em que Flávio Bolsonaro cobra de Daniel Vorcaro, o dono do Master, cerca de R$ 130 milhões. A mensagem foi enviada em setembro do ano passado. Relembre:
“E apesar de você ter me dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme. E como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus… Os caras, porra, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Porra, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ser o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz.
A Rádio Nacional tentou um posicionamento do senador sobre a investigação.
Flávio Bolsonaro afirma que não há irregularidades com o filme.
Além dessa investigação, que corre sob relatoria de André Mendonça, o financiamento do filme também é alvo de outra apuração por possíveis desvios de emendas parlamentares.
Neste caso, o relator é o ministro Flávio Dino.



