sexta-feira, 18, setembro , 2026 05:58

Anatel bloqueia empresas que fizeram mais de 4 milhões de chamadas adulteradas




Anatel deu 30 dias para elas rastrearem a origem de outras milhões de ligaçõadulteradas
Priscilla Du Preez/ Unsplash
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) exigiu o bloqueio de ligações de duas empresas que somaram mais de 4,3 milhões de chamadas adulteradas, uma prática conhecida como spoofing, entre setembro de 2025 e junho de 2026.
Em comunicado divulgado na última quarta-feira (16), a Anatel informou que as ligações fazem parte de um volume maior, que passa de 203 milhões de chamadas adulteradas. A agência não conseguiu identificar a origem de todo tráfego e exigiu que ele seja rastreado por operadoras. (saiba mais abaixo)
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As chamadas identificadas pela agência foram realizadas pela Voros Telecomunicações, que atende empresas que fazem grandes volume de chamadas, e a ELO Contact Center, que presta serviços de telemarketing para a TIM.
No primeiro caso, a Anatel concluiu que a Voros prestou serviço de telecomunicações clandestino. A decisão impede que as operadoras Algar, Datora e Foco liberem parte da sua capacidade de tráfego para a empresa.
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Já a ELO Contact Center descumpriu regras do setor ao fazer ligações com números fora dos padrões, disse a agência. Uma segunda decisão exigiu que a TIM, parceira da empresa, faça o bloqueio das chamadas que tenham essa central como origem em um período de 30 dias.
Segundo a Anatel, as medidas buscam coibir ligações com número de origem alterado indevidamente. O órgão diz que a prática “dificulta a identificação do efetivo originador das comunicações e pode ser utilizada em fraudes ou outras condutas irregulares”.
Exigência de rastreamento
Ainda segundo a Anatel, as prestadoras TIM, Algar, Itelco e Surf Telecom realizaram um grande volume de tráfego irregular. Elas terão que apresentar em até 30 dias relatórios com a origem das ligações adulteradas sinalizadas pela agência.
A Voros Telecomunicações alegou à agência que não presta serviços de chamadas voltados à rede pública e que a responsabilidade pelo identificador de origem das chamadas é das operadoras parceiras.
A ELO Contact Center afirmou à Anatel que as irregularidades foram causadas por um fornecedor e que adotou medidas para corrigir o erro. A TIM disse que não tinha ingerência sobre a falha e que aplicou penalidades contratuais à parceira.
A Algar e a Surf disseram que as ligações adulteradas foram causadas por contratos de intermediação com outras empresas, e não tiveram origem em suas redes próprias. A Itelco não respondeu às intimações da agência.



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