Entenda o caso
O procedimento foi aberto após a divulgação de um relatório da Polícia Federal. Segundo o documento, Vorcaro não tinha o contato de Gonet, mas o nome dele é mencionado por terceiros. Em 15 de março de 2025, o advogado Ciro Soares enviou ao banqueiro uma foto ao lado do PGR. Logo depois escreveu “Liga aqui” e “Ele quer falar com vc”.
Em 28 de março, Soares repassou ao banqueiro mensagens que atribuiu a Gonet.“Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”, diz a mensagem. Vorcaro agradeceu. O advogado então respondeu que Gonet “adora” Vorcaro e acrescentou: “Ele vai para Londres com a gente”. No dia seguinte, perguntou se o filho do PGR poderia viajar junto. “Óbvio, né”, respondeu Vorcaro.
Gonet chamou de “leviandade” as imputações feitas a ele a partir das mensagens. Afirmou também haver um desejo “maledicente de disseminar dúvida sobre a integridade alheia” a partir de conversas de terceiros atribuídas a ele. “Não sou responsável pelo que terceiros dizem entre si”, declarou o PGR.
Gonet ainda classificou as imputações como “descabidas e estapafúrdias”. Também relatou que sua única interação presencial com Vorcaro foi em Londres, em abril de 2024, em um evento promovido pelo Grupo Voto.
Segundo o procurador-geral, na época não havia nada público sobre as atividades do dono do Banco Master. “O que se tinha era a figura de um empresário muito bem relacionado com diversas personalidades do mundo político, empresarial e jurídico, a quem fui apresentado e com quem estive, sempre com outros convidados, sem haver entabulado nenhuma conversa de ordem profissional”, diz.
noticia por : UOL



