Um vírus com o qual 8 em cada 10 pessoas terão contato ao longo da vida, relacionado a seis tipos de câncer e que pode ser prevenido com vacina. Esse é o HPV (papilomavírus humano) —ou, mais precisamente, a família dos HPVs, que consiste em mais de 200 tipos de vírus.
As políticas de prevenção e combate às infecções, com seus avanços e desafios, são tema do especial produzido pelos participantes da 11ª turma do Programa de Treinamento em Jornalismo de Saúde da Folha.
A série teve como ponto de partida o encontro com a bióloga e pesquisadora Luisa Lina Villa, uma das principais referências brasileiras nos estudos sobre HPV.
A turma esteve na cerimônia do prêmio Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), em 12 de agosto, quando Villa foi reconhecida como a Personalidade de Destaque em Oncologia.
Uma semana depois, os trainees tiveram uma aula com a bióloga, que é também professora da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Ela contou sua trajetória, falou dos avanços nas pesquisas e do desejo de comunicar melhor à população o que a ciência já sabe sobre o vírus e as formas de prevenção.
Os trainees se interessaram pelo vírus, e a pesquisadora do vírus se interessou pela comunicação. A partir desse encontro, Villa foi convidada a participar de um vídeo explicativo sobre o tema, narrando trechos e participando da elaboração do roteiro junto à turma. O conteúdo aborda a infecção, a vacinação e o rastreamento.
Em sete reportagens mais o vídeo, o especial busca mapear as principais questões relacionadas ao conhecimento —e ao desconhecimento— do HPV.
Os textos tratam dos aspectos históricos da pesquisa sobre o vírus e seu combate, de novas tecnologias e de estratégias para lidar com o patógeno.
Também abordam as barreiras à prevenção e ao tratamento das lesões e cânceres relacionados ao vírus e mostram as ações em curso para vencê-las, como a autocoleta e o teste de DNA-HPV.
Hoje, a vacinação é a principal forma de evitar infecções pelos tipos mais comumente associados ao câncer. Ainda assim, parte dos adolescentes chega à juventude sem imunização.
Até junho, cerca de 290 mil jovens de 15 a 19 anos receberam a vacina na estratégia de resgate do Ministério da Saúde, prorrogada até dezembro. O número corresponde a aproximadamente metade dos 600 mil adolescentes que não haviam sido vacinados na faixa de rotina, dos 9 aos 14 anos. A cobertura varia entre regiões do país e é menor entre meninos.
As reportagens foram produzidas pelos participantes do 11º Programa de Treinamento em Jornalismo de Saúde da Folha, que teve apoio do Einstein Hospital Israelita e do Laboratório Roche.
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noticia por : UOL



