Minas Gerais registrou 110 casos de denúncias de assédio eleitoral no primeiro turno das eleições. Em todo o país, foram 991 registros. Os dados foram atualizados pelo Ministério Público do Trabalho após o plantão realizado durante o último domingo (4).

De acordo com órgãos, denúncias se intensificaram no segundo semestre e principalmente nos dias que antecederam o pleito.
Em setembro, foram 74 registros encaminhados às unidades do MPT em Minas. Já nos quatro primeiros dias de outubro, foram recebidas 21 denúncias de assédio eleitoral no Estado.
Segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas aparece como o segundo Estado com maior número de denúncias.
São Paulo lidera um ranking nacional com 158 e o Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar com 93 registros. No primeiro turno das eleições, uma indústria de calçados de Bom Despacho no centro-oeste de Minas foi alvo de uma ação civil pública.
O caso teve origem em denúncias sobre a realização de um ato de campanha eleitoral dentro das dependências da empresa, com a participação de candidatos e de uma autoridade política do município.
O Ministério Público do Trabalho esclareceu que o assédio eleitoral acontece quando a relação de trabalho é utilizada para pressionar, constranger ou influenciar a escolha política de trabalhadores. A prática viola a liberdade de voto e a liberdade de consciência asseguradas pela Constituição.
As denúncias de assédio eleitoral também podem ser feitas durante o período que antecede o segundo turno, em 25 de outubro. Elas podem ser registradas pelo portal do Ministério Público do Trabalho na internet: mpt.mp.br.



