As eleições de 2026 registraram a menor proporção de votos de legenda desde 1998 para a Câmara dos Deputados, segundo análise da Folha com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Dos 124 milhões de votos para deputados federais no último dia 4 de outubro, incluindo brancos e nulos, 3,4 milhões foram direto para as siglas, o que equivale a 2,8% dos votos totais. Em 1998, primeiro ano da série histórica dos dados, essa proporção correspondia a 11,3% dos votos totais.
Nas eleições proporcionais para o Legislativo (deputados federais, estaduais e distritais), o eleitor pode votar em um candidato específico ou direto no partido. Nesse caso, ele digita na urna apenas os dois números que identificam a legenda.
O número de votos para candidatos ou partidos e federações é então somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá direito a ocupar. A partir daí, as vagas são distribuídas entre os mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado pelo qual concorreram.
Os quatro partidos que tiveram a maior proporção de votos na legenda em relação aos votos totais não conseguiram eleger nenhum deputado federal nesta eleição. São eles: PCO (42%), PSTU (32,7%), Agir (26%) e Mobiliza (21,5%).
A Rede teve o maior percentual de votos de legenda entre os que conseguiram conquistar ao menos uma cadeira: 19% dos votos totais. Para 2026, a federação PSOL/Rede elegeu 15 deputados.
Em números absolutos, o PT registrou o maior valor de votos na legenda, com 1 milhão. Esses votos, entretanto, representaram apenas 6,9% do total do partido, que conseguiu eleger 70 deputados.
O PL, que terá a maior bancada da Câmara na próxima legislatura com 121 deputados eleitos, teve 623 mil votos na legenda. Essa quantia representa 2,4% de todos os votos recebidos.
A proporção de votos de legenda para as Assembleias Legislativas e para a Câmara do Distrito Federal nesta eleição também foi a menor da série histórica. Segundo os dados do TSE, 5,8% dos votos totais para deputados estaduais e distritais foram para as legendas. Em 1998, essa proporção era de 12,2%.
noticia por : UOL



