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Clubes de leitura conservadores impulsionam a venda de livros no Brasil

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Clubes de leitura conservadores impulsionam a venda de livros no Brasil

A ideia de que “o brasileiro não lê” é praticamente um lugar-comum nacional. Somos um país desacostumado ao hábito da leitura, prática excêntrica de acadêmicos e intelectuais. Porém, números deste ano podem revelar exatamente o contrário. E o modelo que puxa este movimento é um bastante antigo: os clubes do livro.

Em vez de folhear um livro qualquer na livraria, em busca de uma história cativante, o brasileiro tem sido seduzido por outra forma de aproximação com as obras de literatura. Os clubes do livro oferecem edições cuidadosas, com produção de conteúdo de qualidade e massiva propaganda nas redes sociais. E com gêneros para todos os gostos.

Caso de sucesso

A Brasil Paralelo, produtora conhecida por grandes documentários, como “Brasil: A Última Cruzada” e “História do Comunismo”, lançou seu clube do livro este ano, já atingindo milhares de assinantes mensais. Entre as obras, o clube oferece sobretudo obras de história e filosofia, como “História da Civilização na Europa”, de François Guizot, “A Cultura do Renascimento na Itália”, de Jacob Burckhardt e “O Essencial da Grécia”, compilado de textos dos filósofos Platão e Aristóteles.

“A recepção do público à nossa entrada no mercado editorial em 2026 foi uma grata surpresa. Em poucos meses, essa frente ganhou uma relevância muito grande aqui dentro. Acredito que isso tenha muito a ver com a confiança que construímos ao longo dos dez anos do Brasil Paralelo”, afirmou Luan Licidonio Bez, CFO da empresa.