quarta-feira, 6, maio , 2026 06:51

Elaine Martins denuncia violência doméstica em nova música


A repercussão da pregação de Helena Raquel durante o evento Gideões Missionários, voltada à denúncia de abusos e violência no meio evangélico, levou a cantora Elaine Martins a anunciar o lançamento de uma música com foco na violência doméstica.

A mensagem apresentada por Helena Raquel ultrapassou o público religioso e passou a circular também em páginas de conteúdo geral. Até quarta-feira, 06 de maio, o vídeo da pregação havia alcançado 1 milhão de visualizações no canal oficial, gerando discussões sobre agressões dentro do ambiente familiar, inclusive em contextos religiosos.

A nova canção anunciada por Elaine Martins surge nesse contexto e reforça o debate no segmento gospel. A proposta, segundo a cantora, é ampliar a visibilidade de mulheres que enfrentam situações de violência e incentivar posicionamentos mais firmes por parte de lideranças e comunidades religiosas.

Dados divulgados em 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 42,7% das mulheres evangélicas no Brasil afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência praticada por parceiro ou ex-parceiro ao longo da vida. O levantamento considera agressões físicas, sexuais e outras formas de abuso.

No total, 32,4% das mulheres brasileiras com 16 anos ou mais relataram ter vivenciado violência física ou sexual em relacionamentos. O índice está acima da média global estimada pela Organização Mundial da Saúde, que aponta 27% das mulheres entre 15 e 49 anos nessa condição.

Entre as vítimas, 21,1% afirmaram ter sido forçadas a manter relações sexuais contra a própria vontade, enquanto 32,4% relataram episódios frequentes de humilhação ou xingamentos. O estudo também aponta que uma em cada quatro mulheres brasileiras já sofreu agressão física por parte de parceiro.

O relatório apresenta ainda dados sobre práticas de controle nas relações. Cerca de 29,1% das mulheres disseram ter tido celular ou computador acessados sem consentimento, enquanto 17,1% afirmaram ter sido pressionadas a abandonar o trabalho ou os estudos, de acordo com informações do portal Exibir.

Entre mulheres evangélicas, 49,7% relataram ter vivenciado ao menos uma situação de controle ou violência. Entre católicas, o percentual foi de 44,3%. Diante desses dados, o tema tem ampliado sua presença em debates dentro das igrejas, além de ganhar espaço em produções musicais e nas redes sociais.





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