A norte-americana Kayla Henrique, mãe de dois filhos e moradora do Tennessee, relatou como o suporte de familiares, da escola e de empregadores a ajudou a criar sua filha após uma gravidez na adolescência. Em depoimento às vésperas do Dia das Mães, ela conta que engravidou aos 15 anos e, apesar das dificuldades, nunca considerou o aborto. “Eu sabia que minha filha não era um erro. Também sabia que criá-la seria muito difícil”, escreve.
Segundo Kayla, a escolha pela vida só foi possível porque ela teve “a sorte de ter apoio”, diferentemente de 6 em cada 10 mulheres americanas, mães com histórico de aborto que, segundo ela, citam falta de recursos ou suporte como fator de pressão para a interrupção indesejada da gravidez.
Seus avós foram essenciais: acompanharam consultas, ouviram seus medos e custearam despesas médicas e cuidados com o bebê. “A disposição deles é realmente a razão pela qual minha filha está viva, feliz e construindo seu próprio futuro hoje”, afirma.
Escola Inovou com Creche para Alunas Mães
A escola que Kayla frequentava criou em 2006 uma creche para alunas grávidas, permitindo que continuassem os estudos. A única condição era almoçar com os bebês — um gesto que, para ela, representou apoio concreto. Apesar do estigma e do julgamento de colegas, a iniciativa a ajudou a obter o diploma do ensino médio. “O programa foi uma afirmação para mim e para outras mães de que poderíamos fazer isso e que alguém nos apoiaria”, lembra.
No último ano, outro programa escolar permitiu que ela saísse mais cedo para trabalhar, garantindo independência financeira. Trabalhou cinco anos em uma mercearia local e, mais tarde, foi contratada por uma gerente que respeitava sua ética de trabalho e a promoveu a coordenadora de front office, mesmo sem diploma universitário.
Retribuição e Defesa da “Escolha Real”
Decidida a retribuir, Kayla envolveu-se com a organização “Vidas Jovens” (Young Lives), que fornece apoio emocional e espiritual a mães adolescentes, além de itens como fraldas e produtos de autocuidado. Ela defende que muitas mulheres não sabem que há recursos disponíveis — como os cerca de 3 mil centros de apoio à gravidez nos Estados Unidos — e que “há esperança”.
Para ela, promover uma cultura de vida começa nas famílias, amigos e comunidades que acolhem mulheres diante do inesperado. “Cabe a nós, que defendemos a escolha real das mulheres, garantir que o façam, intervindo nas nossas comunidades e famílias para apoiar bebês preciosos e mães necessitadas”, conclui, segundo a CBN News.


