Este Domingo asistimos al servicio de Pentecostés en la iglesia bautista “El Calvario” en La Habana. La iglesia fue fundada por pastores de los Estados Unidos hace 124 años. #libertaddereligión #Freedom250 #ConCubanosdeaPie
🇺🇸🤝🇨🇺 pic.twitter.com/jBDEeLd5ma— Embajada de los Estados Unidos en Cuba (@USEmbCuba) May 24, 2026
O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Cuba, Mike Hammer, participou do Culto de Pentecostes na histórica Igreja Batista “El Calvario”, em Havana, capital de Cuba. O evento foi registrado em vídeo publicado pela representação diplomática.
Hammer, que ocupa o cargo desde 2024, destacou a importância da liberdade religiosa em um país marcado pela repressão comunista, e relembrou os laços históricos da congregação com missionários norte-americanos, responsáveis por sua fundação há 124 anos.
A presença do diplomata em um culto evangélico ocorre em meio a um cenário de tensões entre EUA e Cuba. Embora as relações tenham registrado uma retomada parcial do diálogo nos últimos anos, questões como direitos humanos, liberdade religiosa, sanções econômicas e repressão política continuam a gerar atritos.
Recentemente, os EUA elevaram as críticas ao anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, aprofundando o clima de hostilidade.
Críticas a Cuba e Resposta do Regime
O governo americano frequentemente denuncia Cuba por violações à liberdade religiosa e restrições a líderes cristãos e igrejas independentes. Relatórios recentes do Departamento de Estado, atualmente sob o comando de Marco Rubio — filho de cubanos —, mantêm a ilha em listas de monitoramento sobre o tema.
Por outro lado, autoridades cubanas e representantes ecumênicos rebatem as acusações, afirmando que há espaço para a prática religiosa no país e denunciam o uso político do tema pelos EUA.
Historicamente, a relação entre o regime cubano e as igrejas passou por mudanças desde a Revolução de 1959. Nas décadas seguintes, houve restrições severas, como confisco de propriedades e limitação de atividades públicas.
A partir dos anos 1990, no entanto, ocorreu uma abertura gradual, embora organizações cristãs internacionais ainda relatem pressão estatal sobre líderes evangélicos e monitoramento de atividades religiosas.
Cuba na Lista da Perseguição
De acordo com a organização Portas Abertas, igrejas cubanas frequentemente enfrentam vigilância e dificuldades para obter registro oficial. “Aqueles que se manifestam contra o regime, incluindo líderes de igrejas e ativistas cristãos, correm risco de prisão, campanhas difamatórias, assédio, restrições de movimento, violência física e encarceramento”, afirma a entidade.
Para conter a influência religiosa, as autoridades negariam sistematicamente o registro de novas igrejas, forçando muitas a operar na ilegalidade. Cuba ocupa atualmente a 24ª posição no ranking da Lista Mundial de Perseguição da Portas Abertas.
A participação de Mike Hammer no culto de Pentecostes é interpretada por observadores como um gesto público de apoio à liberdade religiosa na ilha.
A Igreja Batista El Calvario é considerada uma das congregações protestantes históricas de Havana e mantém viva a herança missionária norte-americana iniciada no início do século XX, período em que denominações protestantes dos EUA ampliaram sua presença em Cuba.


