ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O desejo imediato de conquistar o corpo perfeito tem levado muitos jovens a cruzarem uma linha perigosa nas academias. Em entrevista ao
, o personal trainer e fisiculturista Leandro Nascimento abriu o jogo sobre a realidade do ganho de massa muscular, os limites biológicos do corpo humano e o uso de substância que quase lhe custou o braço no início da carreira.
Para quem está começando a “puxar ferro”, os resultados iniciais costumam ser animadores, mas a biologia cobra o seu preço com o tempo. Segundo Leandro, o ritmo muda drasticamente após o período de adaptação.
“Uma pessoa começando a treinar nos seus primeiros seis meses a um ano, ela realmente consegue ter uma evolução muito nítida. Mas se você pegar uma pessoa já treinada, com um certo tempo de 3, 4, 5 anos de academia, a evolução dela é pouca, é bem curta“, destacou.
É nesse ponto de estagnação que muitos praticantes recorrem a outros recursos.
“Com o incremento de hormônio, esse resultado é muito maior, esse resultado vem de uma forma mais gradativa, você consegue ter uma evolução maior“, pontua o atleta, revelando que utiliza substâncias hormonais há uma década.
“A base de qualquer ciclo de um atleta é a testosterona. Eu estou utilizando a testosterona e faço uso já tem 10 anos, acompanhado de médico”, reforçou.
Se hoje Leandro conta com uma estrutura de ponta, que inclui treinador, plano alimentar rigoroso e acompanhamento médico, o início de sua trajetória, entre 2012 e 2013, era completamente diferente e cercado de desinformação. Essa falta de orientação culminou no pior momento de sua jornada no esporte. Leandro adquiriu e injetou uma substância clandestina no próprio corpo, uma decisão que quase se transformou em tragédia.
“Eu tive a infelicidade de fazer o uso de algo que não era de procedência e ter sofrido. Eu tive uma lesão no meu ombro que causou uma infecção. Essa infecção me levou a uma internação. Eu fiquei internado por 12 dias, tive que fazer uma cirurgia, drenar o braço“, contou.
O relato de Leandro Nascimento serve como um alerta para a aplicação de substância alterada sem acompanhamento médico.
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FONTE : ReporterMT




