terça-feira, 18, agosto , 2026 07:37

Nove sinais de que a agenda woke está em crise 

Por alguns anos, o Ocidente parecia ter adotado uma nova referência moral: o chamado “movimento woke” – que colocou raça, gênero e sexualidade como os temas centrais do debate público. Empresas passaram a tratar o Mês do Orgulho como um compromisso corporativo obrigatório; universidades criaram departamentos e cargos voltados à diversidade; celebridades passaram a medir cada palavra e políticos aprenderam que um deslize fora do vocabulário identitário podia custar caro. 

woke deixou de ser apenas uma tendência cultural e passou a ocupar salas de reunião, campanhas publicitárias, instituições de ensino e repartições públicas. Especialmente depois de 2020, consolidou-se a impressão de que essa transformação era definitiva. 

Agora, porém, algo mudou. Não necessariamente porque o mundo tenha se tornado mais conservador, mas por uma razão mais específica: ideias que pareciam destinadas a se expandir indefinidamente começaram a enfrentar resistência. 

Artistas que se encaixavam no antigo consenso passaram a criticá-lo. Na política, diversas figuras tentam ajustar o discurso do ativismo woke. Partidos buscam maneiras de voltar a dialogar com eleitores mais preocupados com inflação, moradia e segurança do que com disputas culturais. A questão, portanto, já não é sobre quem fala mais alto nas redes sociais, mas o que a maioria realmente pensa.