quarta-feira, 14, outubro , 2026 11:06

Cinco vezes em que Janja atrapalhou Lula na campanha eleitoral 

Se existe alguém no Brasil que acredita que tem poder para virar o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, esse alguém é Janja. A primeira-dama parece estar plenamente convencida de que sua popularidade é um dos principais ativos eleitorais capazes de turbinar a candidatura de Lula. Com essa aparente certeza, ela vem ampliando seu espaço nos palanques, interferindo na condução dos eventos e se comportando como protagonista de uma campanha na qual não é candidata. 

O entusiasmo de Janja com o próprio papel, porém, parece não encontrar o mesmo respaldo entre o entorno do presidente. Nos bastidores, cresce a avaliação de que sua exposição excessiva, longe de ajudar Lula a conquistar novos eleitores, pode se transformar em mais uma pedra no caminho para uma candidatura que tem menos de duas semanas para ampliar sua base de apoio. 

O incômodo provocado pela primeira-dama não se resume a uma disputa por espaço sob os holofotes ou na presença ostensiva nos cliques oficiais da campanha. Ao interferir na dinâmica dos atos e até em momentos de fala do presidente, Janja transmite a impressão de que, em sua cabeça, sua presença seria indispensável — ainda que parte dos aliados de Lula não enxergue nela o retorno eleitoral que parece imaginar. 

Em uma campanha na qual cada gesto deveria estar subordinado à estratégia do candidato, Janja parece fazer questão de misturar visibilidade com popularidade e protagonismo com contribuição eleitoral. Para aliados que defendem uma campanha mais pragmática, a presença da primeira-dama parece muito incômoda: Janja estaria apenas ampliando o próprio espaço sob os holofotes, e em alguns momentos até atrapalhando Lula na busca por mais votos.