Almanaque é a seção de sábado da editoria de Ideias da Gazeta do Povo. Aqui, você vai encontrar um apanhado de notícias, personagens e histórias que deram o que falar na semana — e não caberiam em outro lugar.
A clicada

Em meio à disputa eleitoral, Lula publicou nesta semana um decreto para regulamentar o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos. Enquanto tenta convencer os brasileiros de que sabe o que está fazendo quando tem o controle nas mãos, o presidente parece mais concentrado no videogame do que nos problemas do Brasil, que vão ter que esperar até a próxima fase. O problema é que, quando Lula perde o controle, quem paga o preço é o país inteiro.
Não é fake
Ele achou que IA encontrar o amor, mas a namorada era artificial
“Homem viaja mais de 2 mil km e descobre que ‘pretendente virtual’ foi criada por IA”
Notícia do G1
Um pedreiro de Imperatriz, no Maranhão, foi seduzido por uma fazendeira viúva de Belo Horizonte. Seguindo a voz do próprio coração, o homem de 49 anos embarcou em um ônibus com destino à felicidade. Mas, ao chegar à capital mineira, descobriu que a amada não passava de uma criação de IA.
O pedreiro não desconfiou da situação porque, segundo ele, a mulher só prometia amor e carinho, nunca pediu nada. Desiludido e sem dinheiro para voltar para casa, ele recebeu uma passagem da Assistência Social com destino à sua cidade natal, em Tocantins. “Isso aí é uma coisa que não era nem para existir. Todo mundo é enganado. Qualquer um cai”, desabafou o homem.
Responda rápido
A promessa que (ainda) não foi feita
Na busca pela segunda reeleição, Lula tem abusado das promessas para tentar permanecer no Planalto por mais quatro anos. A lista é tão vasta que às vezes é difícil separar o que está dentro e o que está fora do pacote de benesses prometidas pelo petista caso ganhe a eleição do próximo dia 25.
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Mini-ranking
Top 5 das peças de campanha mais desastrosas da última semana
1. Estética fascista inexplicável na campanha de Flávio Bolsonaro
A esquerda ama chamar de “fascista” quem não segue sua cartilha, muitas vezes sem sequer entender o significado da expressão. Mas, quando a própria campanha de Flávio Bolsonaro publicou uma imagem do candidato absurdamente semelhante a uma peça utilizada pelo ditador italiano Benito Mussolini em 1934, ficou difícil explicar. A tentativa veio na forma de uma nota do PL que chamava o conteúdo de “uma publicação inspirada em peças gráficas da antiguidade” que “não teve qualquer intenção de fazer alusão à imagem” de Mussolini. O partido ainda pediu desculpas “pelo equívoco e por qualquer interpretação decorrente dessa coincidência”.
2. Lula e os agachamentos para fortalecer os glúteos
Aos 80 anos, Lula tenta transformar ginástica em peça de propaganda eleitoral, como se agachamentos, brincadeiras e vídeos descontraídos fossem suficientes para governar o país por mais quatro anos. A peça tenta converter uma rotina pessoal em espetáculo de campanha, cuidadosamente embalado para as redes sociais, com direito a agachamentos para fortalecer os glúteos. Em vez de apresentar resultados de governo ou enfrentar os problemas do país, Lula aparece empenhado em vender a própria disposição física, como se a capacidade de fazer agachamentos fosse um argumento relevante para justificar sua permanência no Palácio do Planalto.
3. O “Samba da Colinha” que não é samba
O candidato ao governo do Acre Alan Rick (Republicanos) resolveu apostar no samba para embalar sua dobradinha eleitoral com Flávio Bolsonaro, mas parece que esqueceu de combinar com o ritmo. Batizada de “Samba da Colinha”, a peça ensina o eleitor a digitar os números dos candidatos a governador e presidente, numa composição que tem de tudo um pouco, menos samba. Na esperança de fixar os números, só faltou um detalhe: entregar uma música que correspondesse ao próprio título, sem tropeçar no compasso.
4. A desafinada da “Tropa do Pazola”
Lorenzo Pazolini (Republicanos) está no segundo turno das eleições para o governo do estado do Espírito Santo. Ele mirou nos corações dos eleitores com o seu “Bloquinho do 10 e 22”, mas acertou em cheio nos ouvidos dos capixabas. O candidato começa o vídeo cantando seu jingle com muita empolgação. Mas nem toda a energia da comitiva compensa a falta de habilidade de “Pazola” em manter no gogó o tom da melodia. A cantoria desafinada é coberta pela música em menos de cinco segundos – se não ajuda a garantir mais votos, pelo menos a edição minimiza o risco de perder apoiadores.
5. Janones e seu bordão aos berros: “Pessoal, urgente!”
A campanha de Lula confiou no deputado federal André Janones (Rede-MG) para comandar as ações de campanha no ambiente virtual até o fim das eleições. O tom de urgência dos vídeos postados por Janones até é compreensível do ponto de vista estratégico. Afinal, ele precisa reverter a vontade da maioria dos brasileiros que não votaram no petista. Mas o resultado beira o ridículo, com Janones gritando “Pessoal, urgente!” a cada nova peça publicada. Uma usuária no X fez um compilado só com essas aberturas, mas é provável que quase ninguém consiga assistir aos 45 segundos do vídeo completo.
Rolou nas redes
Isso a Globo não mostra
O vazamento de imagens com uma suposta troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Frederic Kachar, agora ex-diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, mostra uma proximidade e uma intimidade no mínimo incômodas entre as duas figuras. Vorcaro se mostrou irritado com uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico, e o executivo prometeu falar com a jornalista Malu Gaspar, autora da matéria. Segundo as mensagens, Kachar classificou o trabalho da profissional – que criticou a atuação do ex-banqueiro – como “cansativo e desnecessário”.
Em outros trechos, o diálogo traz um convite de Vorcaro para que Kachar fosse a uma de suas famosas festas privadas “sem celular e sem riscos”. Há ainda uma série de comentários indecorosos sobre as mulheres convidadas para esses eventos. Em resposta, aparentemente após a balada, o executivo chama Vorcaro de “ídolo máximo” e pergunta: “Será que alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou?”. Vorcaro segue preso preventivamente. Kachar foi demitido na quinta-feira (15).
Gênios do Legislativo
Só mesmo uma lei para fazer o brasileiro valorizar o Pix
Dados do Banco Central do Brasil do mês de setembro mostram que há mais de um bilhão de chaves cadastradas no sistema do Pix. São cerca de 170 milhões de usuários, entre pessoas físicas e jurídicas. Durante o mês passado, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Pix, um movimento de aproximadamente R$ 3,2 trilhões.
Mas, para Dimas Gadelha, deputado federal do PT fluminense, é necessário criar uma lei para “valorizar o Pix como infraestrutura pública de pagamentos e promover a inclusão financeira e a inovação tecnológica” no Brasil. A proposta de Gadelha para criar o “Dia Nacional do Pix” em 16 de novembro foi apresentada à Mesa Diretora da Câmara em 3 de agosto, mas ainda não começou a tramitar na Casa.
Aconteceu mesmo
As princesas que trocaram de noivos antes do casamento
Em setembro de 1864, dois príncipes europeus desembarcaram no Rio de Janeiro com uma missão matrimonial: casarem-se com as filhas de dom Pedro II, imperador do Brasil. O francês Gastão de Orléans, o Conde d’Eu, e o alemão Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota deveriam formar casais com as princesas Leopoldina e Isabel, respectivamente. Mas, após a chegada ao Brasil, os pretendentes acabaram trocando seus pares.
A mudança se tornou efetiva em 15 de outubro daquele ano, quando a princesa Isabel se casou com o Conde d’Eu, em uma cerimônia na Capela Imperial do Rio de Janeiro. Dois meses depois, em 15 de dezembro, foi a vez de Leopoldina subir ao altar com Luís Augusto. A história foi registrada pela imprensa da época, e o autor Machado de Assis escreveu sobre o casamento da herdeira do trono no Diário do Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1864.
Por trás da curiosidade matrimonial havia uma questão de Estado: Isabel tinha a preferência na linha de sucessão, mas ainda assim podia perder a vaga caso nascesse um novo herdeiro homem. Para a Coroa brasileira, sua união tinha importância para a continuidade da monarquia. O casamento também teve consequências para o conde, que precisou renunciar aos direitos que possuía na linha de sucessão ao trono francês. Como se vê, o jeitinho brasileiro não é algo exatamente novo por aqui.
Resposta do “Responda rápido”: alternativa C. Pelo menos até a publicação deste Almanaque, Lula ainda não havia anunciado o “Bolsa-Fila Zero” para indenizar por Pix quem esperar por mais de 30 dias por atendimento no SUS.
noticia por : Gazeta do Povo



