VARIEDADES

Como Lula terceirizou a campanha digital para Janones – e ganhou na base do terrorismo 

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Como Lula terceirizou a campanha digital para Janones – e ganhou na base do terrorismo 

Se depender da esquerda brasileira, não haverá incenso suficiente no mundo para adular e bajular o deputado federal André Janones (Rede-MG). Ele está recebendo, em grande parte, os créditos pela inacreditável virada de Lula no segundo turno das eleições de 2026, e se autointitulou “general do marechal Silva” no contestado canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Agora tratado como “gênio” da mobilização digital, Janones traz consigo um histórico de picaretagem que lhe rendeu algumas condenações na Justiça. 

A estratégia de Janones parece ser um aprimoramento do que o PT já chamou de “manual do tuiteiro petista”. Era a cartilha dos MAVs, os Militantes em Ambiente Virtual, criada em um congresso do partido em 2011, quando o PT buscava estruturar uma patrulha nas redes para apoiar o governo de Dilma Rousseff. 

Mas se antes o alvo da guerrilha digital petista era criticar os sites de notícia, o campo de batalha mudou para as redes sociais. E o canal criado por Janones angariou um contingente de mais de 10 milhões de seguidores. Na prancheta virtual, táticas como a disseminação de mentiras e uma espécie de terrorismo baseado em fake news para inundar as plataformas e tentar provocar mudanças nos algoritmos. 

Tudo, lógico, sempre acompanhado de um senso de urgência exagerado. Quase todas as “missões” atribuídas aos “soldados” eram acompanhadas de gritos. Seja para subir hashtags, compartilhar links de transmissões ao vivo ou para tentar manipular os mecanismos de busca, Janones surgia aos berros. “Pessoal, urgente!” era uma das frases mais usadas nos vídeos. “Explode!” era a ordem mais comum nas mensagens de texto.