segunda-feira, 11, maio , 2026 12:51

homem se converte e parentes muçulmanos o mutilam


Um homem de 40 anos sofreu mutilações após deixar o islamismo e se converter ao cristianismo no leste de Uganda. Segundo relatos de líderes cristãos locais, o ataque teria sido cometido por familiares da vítima no município de Jinja.

Kalegeya Faruku afirmou que decidiu seguir a fé cristã no início de março deste ano e passou a receber ameaças de parentes após comunicar sua conversão.

“Entreguei minha vida a Jesus no início de março, e meus familiares não ficaram felizes”, declarou. “Eles ficaram muito zangados e começaram a me enviar mensagens ameaçadoras dizendo que iriam tirar minha vida”.

Segundo Faruku, o ataque ocorreu na noite de 17 de abril, quando ele retornou brevemente à residência da família para buscar objetos pessoais antes de deixar a região. O homem afirmou que pretendia viajar para o município de Busembatia, no distrito de Bugweri, onde vive um amigo que lhe apresentou o Evangelho.

Ao chegar à casa, ele disse ter encontrado familiares esperando por sua chegada. “Encontrei meus irmãos me esperando, como se já tivessem sido avisados”, afirmou. “Meu irmão mais velho se aproximou e fingiu perguntar onde eu estava. De repente, ele me agarrou e os outros me cercaram”.

Faruku relatou que foi levado para dentro da residência, onde sofreu agressões enquanto os envolvidos recitavam textos islâmicos. Segundo ele, os parentes o abandonaram posteriormente em uma estrada, a cerca de cinco quilômetros do local.

“Agradeço a Deus por um estranho ter me encontrado e dado o alarme. As pessoas vieram e me levaram às pressas para uma clínica próxima para receber atendimento médico”, declarou.

Por razões de segurança, o nome da unidade de saúde onde Faruku recebe tratamento não foi divulgado. Um pastor auxiliar de uma igreja evangélica da região confirmou que o homem frequentava cultos no local, mas a identidade da congregação também está sendo preservada.

Segundo o líder religioso, o pai da vítima, Lubega Issa, teria justificado o ataque afirmando: “É isso que a Sharia nos instrui a fazer com aqueles que negam a religião de Alá”.

Até o momento, autoridades policiais locais não divulgaram informações oficiais sobre o caso nem confirmaram prisões relacionadas ao ataque, segundo o The Christian Post.

Líderes cristãos da região pediram investigação das agressões e defenderam o fortalecimento da liberdade religiosa e da convivência pacífica entre diferentes grupos religiosos.

A Constituição de Uganda garante liberdade de religião, incluindo o direito de mudar de crença e manifestar publicamente a própria fé. Os muçulmanos representam cerca de 12% da população do país, com maior presença em regiões do leste ugandense.





Source link