quarta-feira, 20, maio , 2026 07:42

SpaceX entra com pedido de IPO para estrear na bolsa dos EUA




Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
A SpaceX, empresa de Elon Musk, protocolou um pedido de IPO — sigla usada para quando uma companhia abre capital e passa a vender ações na bolsa de valores, informou a agência Reuters.
Segundo documento enviado à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos, a empresa pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código “SPCX”.
Os dados divulgados mostram que a SpaceX teve receita de US$ 4,694 bilhões no primeiro trimestre deste ano, mas registrou prejuízo operacional de US$ 1,943 bilhão.
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A maior parte da receita veio do segmento de conectividade, que faturou US$ 3,257 bilhões no período. Já a divisão espacial da companhia teve receita de US$ 619 milhões.
A empresa informou ainda que não prevê declarar ou pagar dividendos aos detentores de ações Classe A em um futuro próximo. Na prática, isso significa que os investidores não devem receber distribuição de lucros neste momento.
A SpaceX terá duas classes de ações: as ações ordinárias Classe A darão direito a um voto por papel, enquanto as ações Classe B terão direito a dez votos por ação.
Os documentos também mostram que Elon Musk continuará com forte poder de controle sobre a companhia após o IPO. Ele terá poder para controlar resultados de assuntos que precisem de aprovação dos acionistas.
A empresa também afirmou que terá status de “empresa controlada” após o IPO, o que significa que não precisará que a maioria do conselho de administração seja independente.
Antes mesmo da oficialização de IPO, a companhia já movimentava investidores em Wall Street.
Musk tem indicava ao mercado que a SpaceX pode valer US$ 1,75 trilhão, valor que supera em muito a receita anual da empresa.
No ano passado, a SpaceX registrou vendas de US$ 18,5 bilhões. A avaliação buscada por Musk representa quase 100 vezes esse faturamento anual — múltiplo bem acima de gigantes como Apple e Nvidia.
Com a expectativa de estreia na bolsa em meados de junho, analistas e investidores discutem se a companhia pode se tornar uma das maiores aberturas de capital da história recente dos Estados Unidos.
Parte do otimismo do mercado está ligada à Starlink, serviço de internet via satélite da empresa, que já concentra a maior parte das receitas e lucros da SpaceX.
Novas informações divulgadas pela empresa também mostram avanço nos planos ligados à inteligência artificial e computação espacial.
A SpaceX afirmou que espera começar a implantar satélites voltados à computação orbital com IA já em 2028.
A companhia informou ainda que firmou, em maio, contratos de serviços em nuvem com a Anthropic PBC, empresa de inteligência artificial.
Segundo os documentos, a Anthropic deverá pagar à SpaceX até US$ 1,25 bilhão por mês até maio de 2029, com aumento gradual da capacidade contratada a partir de maio e junho de 2026 em uma taxa reduzida.
A SpaceX também revelou planos para lançar publicamente um produto financeiro com funcionalidades de pagamentos, serviços bancários e outros serviços financeiros.
Os documentos citam ainda que a Tesla possuía 18.990.195 ações ordinárias Classe A da SpaceX em 1º de maio.
Além disso, a empresa afirmou que a Cursor terá direito a uma taxa de rescisão de US$ 1,5 bilhão, além de uma taxa de serviços diferidos de US$ 8,5 bilhões, conforme contrato relacionado à operação citada nos documentos.
A companhia também informou que a contraprestação pela aquisição da Cursor, após o fechamento do IPO, consistiria em ações ordinárias Classe A com valor patrimonial implícito descrito nos registros enviados à SEC.
Musk afirmou anteriormente que quer manter a SpaceX focada em tornar a vida “multiplanetária” e ampliar a presença humana no espaço.
Reportagem com informações da Reuters e AFP.



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