Uma sobrevivente disse que a população não recebeu alerta sobre a cheia. “Não tivemos nenhum aviso, ninguém ligou do rio acima para dizer que uma enchente estava vindo”, afirmou. “Em um segundo estava lá em cima, e no outro estava aqui. Foi muito rápido.”
Cidades e estradas foram tomadas pela lama
O repórter saiu de Katmandu às 4h e encontrou sinais de destruição ao chegar à região atingida. Árvores cobertas de lama ficaram presas nas margens do rio, e destroços alcançaram telhados de prédios de três andares.
Trisuli Bazar e Devighat desapareceram sob os efeitos da enchente, conforme o relato. A estrada em direção à fronteira com a China também foi destruída, e o trajeto de 10 quilômetros até Betrawati levou cinco horas por trilhas na floresta.
Pessoas caminhavam pelas margens enlameadas do rio à procura de familiares desaparecidos. Entre elas, havia chineses que buscavam colegas de trabalho de uma usina hidrelétrica.
Sobreviventes procuram casas e parentes
O fotojornalista encontrou o corpo de uma mulher coberto por sedimentos perto do que restava de uma casa. O marido chegou ao local, identificou a vítima e caiu no chão, amparado por pessoas que o acompanhavam.
noticia por : UOL



