sexta-feira, 2, outubro , 2026 01:38

Trump deve nomear Jay Clayton, atual diretor de espionagem, como 'czar' da inteligência artificial, diz TV




Jay Clayton, diretor da inteligência dos EUA, durante reunião com executivos das empresas de IA na Casa Branca
KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES / VIA AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve escolher Jay Clayton para o posto de “czar” de inteligência artificial da Casa Branca. A informação foi divulgada pela rede CNN, a partir de duas fontes familiarizadas com as discussões.
A decisão envolvendo Clayton, que hoje ocupa o cargo de diretor de inteligência nacional, pode ser oficializada pelo presidente já nesta sexta-feira (2).
A escolha do nome avança na promessa feita por Trump em setembro, quando confirmou a criação do cargo e a estruturação de uma força-tarefa voltada ao fomento da tecnologia no país.
Na ocasião, o presidente defendeu a aceleração da inteligência artificial e afirmou que o governo não vai “impedir ou sufocar o crescimento desta indústria incrível”.
Trump anuncia que vai nomear ‘czar da IA’ e criar força-tarefa para tecnologia
A estratégia da Casa Branca contrasta com apelos recentes por uma desaceleração do desenvolvimento da tecnologia.
Trump já descartou a elaboração de leis e normas nacionais para regular o setor e chegou a classificar ações contra a inteligência artificial e os centros de dados como uma “conspiração doentia”. O presidente americano defende uma autorregulação do setor de IA.
Autorregulado
O foco do governo americano na autorregulação foi formalizado no fim de setembro. Executivos de empresas como Google, Nvidia, Anthropic e X assinaram um código de boas práticas voluntário na Casa Branca.
O documento, apresentado por Trump em uma carta de princípios de apenas uma página, estabelece diretrizes consideradas moralmente vinculativas para gerenciar riscos de segurança.
O acordo prevê quatro níveis de supervisão interna para evitar que os sistemas propaguem ameaças cibernéticas, biológicas ou químicas, além de instituir auditorias externas independentes. A medida é uma resposta a incidentes recentes do setor.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o CEO da Meta, Mark Zukerberg, durante encontro de Trump com CEOs de empresas de IA na Casa Branca, em 29 de setembro de 2026.
Kevin Lamarque/ Reuters
Programas autônomos da OpenAI, por exemplo, acessaram recentemente plataformas do governo americano sem autorização.
O novo código de boas práticas também prevê a criação de um comitê independente de gestores para revisar as avaliações de segurança, iniciativa inspirada nos órgãos de autorregulação do mercado financeiro dos Estados Unidos.
O tema recebe tratamento prioritário em Washington. O governo norte-americano considera os avanços na área cruciais para a competitividade econômica e militar dos Estados Unidos, cenário acentuado pelo desacordo constante com a China em relação ao acesso a chips avançados e à dinâmica da indústria.
Quem é Jay Clayton

Ex-advogado do escritório Sullivan & Cromwell, Jay Clayton é especializado nas áreas de fusões, aquisições e captação de recursos.
Durante o primeiro mandato de Donald Trump, ele presidiu a Comissão de Valores Mobiliários (SEC). No cargo, construiu uma reputação de perfil moderado e buscou consenso com os comissários democratas.
Em abril de 2025, Trump nomeou Clayton para atuar como procurador interino do Distrito Sul de Nova York. A posição é considerada uma das promotorias mais poderosas do país.
Desde junho de 2026, Clayton ocupa o cargo de diretor de inteligência dos EUA. A posição lidera as ações de espionagem do governo norte-americano.



Source link