A organização humanitária cristã World Relief anunciou uma mobilização emergencial para auxiliar no combate ao surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o avanço da doença levou à declaração de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional no domingo.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informaram que ao menos 134 pessoas morreram em decorrência do surto até o momento.
Diante da situação, o governo dos Estados Unidos anunciou novas restrições de viagem. O CDC determinou, na segunda-feira, limitações temporárias para a entrada de viajantes provenientes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul durante 30 dias. A medida se aplica a pessoas que estiveram nesses países nos últimos 21 dias, com exceções para cidadãos americanos, residentes permanentes legais, militares e familiares imediatos.
O Departamento de Estado dos EUA também anunciou o envio de US$ 13 milhões em ajuda externa para apoiar ações de contenção da doença. Paralelamente, a World Relief informou que busca arrecadar US$ 125 mil para financiar suas primeiras ações emergenciais na região.
O surto também atingiu missionários que atuam na África Central. O médico missionário americano Peter Stafford foi evacuado da República Democrática do Congo após testar positivo para o vírus.
Segundo o CDC, o Ebola é uma doença grave e frequentemente fatal. Entre os sintomas estão febre, fraqueza, vômitos, diarreia e, em casos mais severos, hemorragias e falência de órgãos. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais infectados ou materiais contaminados.
A World Relief informou que suas ações incluem campanhas de conscientização sobre saúde pública e treinamento de agentes comunitários para prevenção e identificação de casos.
Em entrevista ao The Christian Post, a vice-presidente sênior de programas internacionais da World Relief, Lanre Williams-Ayedun, explicou que a organização trabalha em parceria com autoridades de saúde para adaptar as orientações oficiais às comunidades locais.
“Estamos pegando essas mensagens e ajudando a torná-las mais acessíveis às pessoas em nível comunitário”, afirmou.
Segundo Lanre, a organização utiliza cartazes ilustrativos, programas de rádio e apresentações comunitárias para orientar moradores sobre prevenção e tratamento da doença, especialmente em regiões com baixos índices de alfabetização.
Ela também alertou que a variante atual do Ebola difere da cepa responsável pelo surto de 2018 e, até o momento, não possui vacina disponível: “A prevenção é fundamental, tentando impedir que as pessoas contraiam essa doença”, declarou.
A representante da World Relief afirmou ainda que igrejas locais continuarão desempenhando papel importante na divulgação das orientações de saúde. Segundo ela, líderes religiosos e comunitários ajudam a ampliar o alcance das informações em áreas afetadas pelo surto.


